Os coronéis e as mulheres boas de cama!

Os coronéis e as mulheres boas de cama

Nos tempos do coronelismo tínhamos os homens como sendo o centro do meio que estava imposto essa política. Eram figuras dos coronéis, sempre homens com um grande poder aquisitivo, rústicos e outros aspectos de brutalidade. Suas esposas, no entanto, deviam ser boas donas de casa e eles iam aos bordeis procurar mulheres boa de cama e etc. Os coronéis e as mulheres boas de cama!

Naquela infeliz época os coronéis tinham por essência a figura de serem acima de tudo autoritários, brutais e ignorantes. Então, como uma mulher, no final do século XIX e início do XX, poderia ter uma vida digna se a mulher era considera: frágil, indefesa, ineficiente?

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E ainda mais, a mulher do século XIX podia ter prazer? O que você acha?

Não, não podia! E ainda pior, num tempo de muita repressão até os homens, ou muitos deles, também não sabiam o que era prazer sexual.

Tínhamos, portanto mulheres e homens definidos por um esquema binário, heterossexual, reprodutivo, natural, rodeados de uma profusão de práticas que traduziam identidades incompletas, incorretas e incômodas.

Este esquema binário heterossexual, ao qual a mulher era submetida servia para, simplesmente, reproduzir e servir ao seu marido dentro de casa que seria então a cama, mesa, banho e nada mais além de ser isto para ao seu senhor, seu marido o seu coronel.

As mulheres do início do XX eram senhoras respeitadas pela alta sociedade por serem casadas, mas consideradas mulheres da vida se fossem separadas ou realmente viverem em cabarés.

Portanto, as mulheres dos tempos do coronelismo tinham apenas 2 escolhas:

  • Servirem de cama, mesa e banho, ou;
  • Apenas servir na cama.

Afe, acaboooouuuuu. As mulheres, e também os homens, são livres no século XXI. Os coronéis e as mulheres boas de cama, eles achavam que as boas de cama deviam ser as de fora de casa!

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Todos podem fazer o que quiserem, quando quiserem e com quem quiserem! É esse o conceito de respeito e de liberdade!

Más, espera aí! Isso está acontecendo mesmo? Mulheres e homens estão se sentindo livres? Infelizmente, NÃO! Sexo ainda é um tabu e, para muitos, um tanto quanto misterioso.

E por quê? Por causa do preconceito e da religião!

O preconceito

Segundo uma pesquisa, para 26% dos jovens, mulher que se veste de modo insinuante não pode reclamar de violência sexual. Isso é preconceito e ignorância (falta de cultura).

E ainda, 55% dos entrevistados eram mulheres. Nesta mesma pesquisa, 38% concordam, total ou parcialmente, com a ideia de que o homem precisa mais de sexo do que a mulher.

A religião

Eva caiu em tentação e levou Adão junto. O corpo virou uma obscenidade e Deus passou a monitorar até nossos pensamentos. Foi a partir daí que o sexo se tornou sujo.

Quer afirmação mais obscena que esta? Pois é, bom seria se fosse só isso!

No entanto, foi a partir do surgimento do monoteísmo que apareceu o culto à libido. Nos mitos de criação que envolve a ação de inúmeras divindades, boa parte das vezes o Universo e o que há nele, surgem quando essas divindades transam e se multiplicavam metafisicamente.

O amor e a paixão passam a ser personalizadas em Deuses específicos. A morte e a guerra também.

Más, a partir do cristianismo surgiram os ditadores do sexo e da sexualidade!

Disse Saulo de Tarso, o São Paulo, celibatário:

Bom seria que o homem não tocasse em mulher, mas, por causa da fornicação, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido, diz I Coríntios 7:1-2.

E não para por aí, para doutrinar e aprisionar o ser humano, o cristianismo ensina que a mãe de Jesus o concebeu virgem, do Espírito Santo. Portanto, engravidou sem fazer sexo.

A mensagem subliminar para os bons cristãos é que a maternidade é sagrada e pura, mas o processo com que ela é alcançada… Não o é.

Bom seria que o homem não tocasse em mulher, e vice-versa. Os homens também precisam buscar a purificação: de acordo com a Igreja, Jesus não manteve relações.

E para Santo Agostinho, que viveu no Império Romano, era preferível que o homem cometesse o pecado do sexo que não fosse para a procriação (ou seja, oral e anal) com prostitutas.

Afinal, a salvação delas já seria mesmo “duvidosa”, do que “macular” a própria esposa. Santo Agostinho foi um dos mais influentes pensadores do cristianismo e “ajudou” a consolidar a crença de que sexo oral e anal eram “crimes piores” do que o adultério.

Os coronéis e as mulheres boas de cama
Os coronéis e as mulheres boas de cama

Aí é para acabar de vez com tudo. Quem vai fazer sexo a vontade, sem dor, sem medo com tudo isso?

Pois é, se não bastasse tudo isso a ciência ainda deu um empurrãozinho para por mais “grilo” na cabeça das pessoas.

A partir do final do século XV, o tema virou assunto médico com o alastramento de um mal que dizimou milhares e era atribuído ao castigo divino: a sífilis.

Após ser chamada de gorda pelo marido e trocada por amante, mulher emagrece 18 kg e conta sua história.

Existem inúmeras teses de que a sífilis, assim como o HIV, foram criados em laboratórios para servirem a interesses políticos, econômicos e religiosos!

Em que pese toda esta orientação contra o sexo, ele só deixa de ser um problema, um dogma quando as pessoas obtiverem conhecimento/cultura. Neste artigo não seria possível dar mais conteúdo para provar que sexo não é pecado, não é proibido e nem é ruim!

Então, faça sexo, faça o que você quiser. Desde que, você respeite as pessoas que estão envolvidas com você!

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